Esse tal de Big Data e a publicidade personalizada

Em Mercado, Mídia, Publicidade, Tecnologia

“In God we trust, all others bring data”

W. Edwards Deming

Mídias trabalham com dados.

Medem pontos de audiência, discutem o CTR, o engajamento, o tempo de refresh de uma página, quantas pessoas representam aquela amostra, quantas responderam a pesquisa, o número de ouvintes, de plays, de views, de impressões. Quantos leads foram gerados com a campanha? Quantos abriram o email marketing? Em qual parte do email marketing clicam? Quantas pessoas possuem plano de saúde no Brasil? E onde estudam os que estão fazendo sua segunda faculdade, gostam de rock, comem hambúrguer, viajam nos finais de semana?

Todas essas respostas formam o Big Data. Esses dados guiam não só mídias, mas profissionais de diferentes áreas, transformando informações em verdadeiros tesouros.

Em meio às discussões de privacidade e democracia, os algoritmos e I.A. usam os SEUS dados rentabilizando SUAS informações, focando no aumento do SEU consumo de serviços, produtos e, até mesmo, de notícias lidas.

Conforme Martin Hilbert disse, recentemente, em uma entrevista para BBC: “Com 250 ‘likes‘; o algoritmo do Facebook pode prever sua personalidade melhor que seu parceiro”. Isto é, você, todo dia, entrega um pouco das suas informações, para alguma plataforma, mesmo que não tenha dado um total consentimento para isso. Quanto mais você ouve o Spotify, assiste Netflix, navega nas redes sociais ou nos seus aplicativos preferidos, mais os veículos (e os mídias) sabem sobre você. E acabam descobrindo mais sobre você do que seu companheiro ou seu melhor amigo.

Do lado de cá, de quem usa esses dados, posso afirmar: esse tal de Big Data é bom. Mas não ajuda em nada se a gente não desenvolver formas preditivas de análise e promover uma utilização inteligente desses dados, descontruindo o conceito de target e se aprofundando cada vez mais nas personas.

Em tempos nos quais repensamos a publicidade, que anda em crise com seus formatos tradicionais, os dados são armas para produzir conteúdo cada vez mais sob medida.

Bem-vindo à era da publicidade pessoal.